17 de setembro: ONA destaca segurança de gestantes e crianças no Dia Mundial da Segurança do Paciente

Em 2024, o Brasil
registrou 1.187 mil óbitos maternos. No mundo, foram 287 mil, segundo a OMS.
São Paulo, 16 de setembro de 2025 – O
Brasil registrou 1.187 óbitos maternos ocorridos durante a gestação, no parto
ou até 42 dias após o nascimento do bebê em 2024, segundo dados preliminares do
Ministério da Saúde. A maioria dessas mortes foi causada por hipertensão (como
pré-eclâmpsia e eclâmpsia), hemorragias, infecções e complicações no parto, que
poderiam ser evitadas caso tivessem atendimento rápido e cuidados adequados
desde o pré-natal.
A falta
de assistência qualificada durante a gestação e o parto também acabam afetando
diretamente a sobrevivência e a saúde dos recém-nascidos. Muitas crianças
perdem a vida ou enfrentam complicações graves, porque suas mães não tiveram
acesso a um acompanhamento ou não receberam atendimento assertivo em situações
de risco.
E, este ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) traz em
sua campanha para o Dia Mundial da Segurança do Paciente, a ser celebrado no
próximo dia 17 de setembro, os cuidados seguros para os recém-nascidos e
crianças, reforçando a importância de prevenir riscos evitáveis desde o início
da gestação.
No mundo,
dados recentes da OMS revelam que ocorrem cerca de 287 mil
mortes maternas por ano, a maioria concentrada em países de baixa e média
renda. Infelizmente, a mortalidade materna enfrenta desafios e não está no
caminho certo para atingir a meta 3.1 do Objetivo de Desenvolvimento
Sustentável (ODS). O foco é alcançar uma taxa global de mortalidade materna
abaixo de 70 por 100.00 nascidos vivos até 2030.
Este
cenário é um indicador da fragilidade dos sistemas de saúde e da necessidade
urgente de investimentos em cuidados, com protocolos e procedimentos
implementados e acessíveis para proporcionar mais segurança às vidas das mães e
bebês.
Segundo a gerente de Operações da ONA, Gilvane
Lolato, a maioria das mortes maternas são evitáveis. “O cuidado começa no primeiro atendimento da
gestação até o pós-parto e cada etapa exige atenção qualificada e protocolos
bem definidos. É importante esclarecer que a saúde da mulher e do recém-nascido
estão profundamente conectadas e ambos necessitam de acompanhamento de
qualidade, preciso e assertivo, principalmente se a mãe apresentar qualquer
anormalidade ou situação de risco durante sua gestação. Quando a instituição
adota padrões claros e seguros, o cuidado deixa de depender do improviso e
passa a ser confiável, eficaz, humano e salva-vidas”.
Mortalidade infantil no Brasil - O Brasil registrou, em 2024, o menor número de
óbitos fetais e infantis. Foram 35.450 óbitos, uma redução significativa em
comparação aos 37.952 de 2023 e aos 38.540 de 2022. Segundo dados do Sistema de
Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, e compilados pela
ONA (Organização Nacional de Acreditação), essa queda de 8,02%, de 2022 a 2024,
na mortalidade infantil mostra que o País tem avançado na proteção das
crianças.
Principais causas de óbitos em crianças são: síndrome da morte súbita na infância, fatores
maternos (características da mãe como idade e estilo de vida) e perinatais
(eventos que possam ocorrer durante a gravidez, parto e pós-parto), asfixia,
infecções, desnutrição, anemias nutricionais, doenças imunizáveis, malformações
congênitas, e causas externas — muitas vezes podem ser evitadas com uma
assistência adequada, fortalecimento da atenção básica e cuidados hospitalares
de qualidade.
A redução dos óbitos infantis (de 0 a 4 anos) é resultado de esforços coordenados do sistema de saúde, incluindo campanhas de vacinação, acesso ao pré-natal, incentivo ao aleitamento materno e acompanhamento pediátrico. Essas ações comprovadamente promovem a saúde, previnem complicações e salvam vidas.
